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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nova idéia...

O pulo do sapo das idéias
As lagartas da cabeça
Os neurônios doentes de amnésia
Dançam as vontades e tropeça

Cai os pedaços no meu colo
Cai o mundo sem ter pena
Das famintas do subsolo
Esperando as centopéias

Brincam assim as concordâncias
Das palavras sem sentido
Explodem em mim as discrepâncias
Dessas idéias de partido

Amortecem-se os sentimentos
E se curam nessa confortável onda
De desculpas e sacramentos
De opiniões dessa mesa redonda

Agora retornam as ondas e se monta
Uma nova e maior onda
E eu paralisada sem que esconda
O medo ferrado dessa monstra

Essa nova idéia que me derruba
Me rola na grama e na descida
Deixa-me a roupa amassada e suja
Ela, que estava tão esquecida


O pulo dos sapos das lembranças
Cai em cascata na memória
Explodem os vísceras brancas
Bem na minha cara, bela história

Mas o movimento é puro
Nem forçado nem maduro
Apenas foi e agora volta
Com essa cara de revolta

O pulo do sapo das idéias
As lagartas das esquinas
Nos neurônios doentes de amnésia
Dançam as vontades esquecidas



Bruna Geovanini de Assis

1 comentários:

@BrunLuizz disse...

Poesia intrigante, mas acho que entendi mais ou menos o que queria passar.

Quanto a escrita, perfeito - apesar das palavras pouco comum -

Parabéns \o/

Quando puder leia a minhas também \o