O pulo do sapo das idéias
As lagartas da cabeça
Os neurônios doentes de amnésia
Dançam as vontades e tropeça
Cai os pedaços no meu colo
Cai o mundo sem ter pena
Das famintas do subsolo
Esperando as centopéias
Brincam assim as concordâncias
Das palavras sem sentido
Explodem em mim as discrepâncias
Dessas idéias de partido
Amortecem-se os sentimentos
E se curam nessa confortável onda
De desculpas e sacramentos
De opiniões dessa mesa redonda
Agora retornam as ondas e se monta
Uma nova e maior onda
E eu paralisada sem que esconda
O medo ferrado dessa monstra
Essa nova idéia que me derruba
Me rola na grama e na descida
Deixa-me a roupa amassada e suja
Ela, que estava tão esquecida
O pulo dos sapos das lembranças
Cai em cascata na memória
Explodem os vísceras brancas
Bem na minha cara, bela história
Mas o movimento é puro
Nem forçado nem maduro
Apenas foi e agora volta
Com essa cara de revolta
O pulo do sapo das idéias
As lagartas das esquinas
Nos neurônios doentes de amnésia
Dançam as vontades esquecidas
Bruna Geovanini de Assis

1 comentários:
Poesia intrigante, mas acho que entendi mais ou menos o que queria passar.
Quanto a escrita, perfeito - apesar das palavras pouco comum -
Parabéns \o/
Quando puder leia a minhas também \o
Postar um comentário